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Itaú BBA aponta 5 ações que devem liderar a Bolsa no 2º semestre – descubra quais são

O último trimestre de 2024 trouxe volatilidade nos mercados globais, mas também abriu portas para oportunidades estratégicas na B3. Em entrevista exclusiva, o estrategista‑chefe de

Rodrigo Santos
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Itaú BBA aponta 5 ações que devem liderar a Bolsa no 2º semestre – descubra quais são
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O último trimestre de 2024 trouxe volatilidade nos mercados globais, mas também abriu portas para oportunidades estratégicas na B3. Em entrevista exclusiva, o estrategista‑chefe de equity research do Itaú BBA, Carlos Amaral, revelou seu “road‑map” de investimentos para o segundo semestre, destacando cinco papéis que combinam solidez defensiva e potencial ofensivo. Para investidores que buscam montar um portfólio competitivo em um cenário de juros altos, inflação moderada e reformas estruturais, entender esses picks pode fazer a diferença entre lucro e estagnação.

1. O panorama macro que molda a bolsa brasileira

Nos últimos 12 meses, o Brasil registrou um crescimento real do PIB de 2,4 % – acima da média da América Latina (1,8 %). O principal motor tem sido o setor de serviços, que representa 68 % do PIB e mostrou expansão de 3,1 % no terceiro trimestre. Paralelamente, a taxa Selic recuou para 10,75 % em junho, após a política de aperto que começou em 2022, estabilizando o custo de capital e incentivando novos aportes em renda variável.

A reforma tributária aprovada em agosto, que simplifica a cobrança e reduz a alíquota de imposto de renda sobre pessoa jurídica de 34 % para 32 %, deve gerar um “efeito baseline” de aumento de 0,5 % no lucro antes dos impostos das empresas listadas. Além disso, a recuperação da conta corrente – que saiu de déficit de US$ 30 bi em 2023 para superávit de US$ 5 bi no primeiro semestre de 2024 – reforça a confiança externa e abre espaço para entrada de capital estrangeiro.

Esses fatores criam um ambiente propício para ações que combinam resiliência de fluxo de caixa com capacidade de crescimento, especialmente nos setores de energia renovável, infraestrutura, consumo cíclico e tecnologia.

2. As cinco favoritas do Itaú BBA

### 2.1. **Energisa (SA = ENGI3)** – “defesa energética com armadilha de alta”

A concessionária de energia elétrica, que atende a mais de 3,5 milhões de consumidores em Minas Gerais e Goiás, registrou receita de R$ 8,3 bi em 2023, crescimento de 7,2 % em relação ao ano anterior. Seu índice de endividamento (Dívida Líquida/EBITDA) está em 2,1×, abaixo da média setorial (2,9×). O novo contrato de energia solar de 1,2 GW, firmado em abril, projeta aumento de 15 % na geração limpa até 2026, alinhado aos incentivos do Programa de Descarbonização da B3.

### 2.2. **Rumo (SA = RAIL3)** – “infraestrutura que ganha velocidade”

Com a ampliação da ferrovia Norte‑Sul (aproximadamente 2.300 km), a Rumo deve captar 6 % da carga total transportada no Brasil até 2025. A empresa declara margem EBITDA de 40 % em 2023, sustentada por contratos de longo prazo com grandes mineradoras. O investimento de US$ 2,5 bi em novos terminais logísticos nas regiões Norte e Nordeste deve gerar receita incremental de R$ 3,5 bi nos próximos dois anos.

### 2.3. **Magazine Luiza (SA = MGLU3)** – “consumo inteligente em fase de virada”

Após a reestruturação de sua plataforma omnichannel, a Magalu registrou crescimento de 18 % nas vendas digitais no terceiro trimestre de 2024, superando a média do setor (12 %). O lucro líquido ajustado saltou para R$ 1,2 bi, representando margem de 4,3 %. A política de recompra de ações, totalizando R$ 2,5 bi em 2024, demonstra confiança da diretoria e pressiona o preço das ações para níveis atrativos.

### 2.4. **Totvs (SA = TOTS3)** – “tecnologia que acompanha a digitalização das empresas"

A provedora de softwares de gestão empresarial tem 70 % de receita recorrente, com taxa de retenção de clientes (NPS) acima de 85. Em 2023, a Totvs cresceu 12 % em receita, impulsionada por soluções de nuvem (Cloud), que agora respondem por 38 % do faturamento total. A empresa ainda tem pipeline de contratos de SaaS com grandes grupos de varejo latino‑americano, estimado em R$ 800 mi para 2025.

### 2.5. **PetroRio (SA = PRIO3)** – “antes defensiva, agora ofensiva”

A companhia de óleo e gás, pioneira em ativos de produção “light oil”, reduziu seu custo de produção (USD / barril) para US$ 15,5 em 2024, 15 % abaixo da média do setor. O plano de expansão para 2026 inclui a aquisição de duas novas plataformas offshore, que devem acrescentar 120 mil barris/dia à capacidade total. O dividend yield projetado para 2024 fica em 6,2 %, acima da média de companhias de energia (4,5 %).

3. Dados concretos que sustentam a escolha

| Ativo | Preço atual (R$) | P/L (12M) | Dividend Yield (proj.) | CAGR 2022‑24 (EBITDA) |
|-------|------------------|----------|------------------------|-----------------------|
| ENGI3 | 30,45 | 8,4 | 5,8 % | 9,2 % |
| RAIL3 | 24,10 | 7,1 | 4,1 % | 12,5 % |
| MGLU3 | 9,85 | 13,6| 2,3 % | 15,0 % |
| TOTS3 | 62,30 | 19,3| 0,9 % | 14,8 % |
| PRIO3 | 30,70 | 5,9 | 6,2 % | 11,7 % |

*Fonte: B3, relatórios trimestrais das empresas e estimativas do Itaú BBA (abril/2024).*

Esses indicadores revelam um contraste interessante: enquanto o P/L de Magalu e Totvs está mais elevado, refletindo expectativas de crescimento, o custo de capital da PetroRio permanece o mais baixo, indicando um “lanchinho” de renda passiva robusta.

4. O impacto na economia brasileira e na América Latina

A concentração de ativos estratégicos nas mãos de empresas listadas na B3 tem efeito multiplicador na economia. O investimento em energia limpa (Energisa) alinha o Brasil ao compromisso de 45 % de energia renovável até 2030, reduzindo a dependência de hidrelétricas e mitigando riscos climáticos. A expansão da logística ferroviária (Rumo) aumenta a competitividade das exportações agrícolas, contribuindo para melhorar a balança comercial, que registrou superavit de US$ 4,3 bi no primeiro semestre de 2024.

Na América Latina, a atuação da Totvs em mercados como México, Colômbia e Chile fortalece a integração de sistemas de gestão, favorecendo a digitalização de cadeias de suprimentos regionais. Já a PetroRio, ao ampliar produção offshore no pré-sal, pode influenciar o preço do petróleo na região, trazendo maior estabilidade de receita para países exportadores como a Venezuela e a Colômbia.

5. Perspectivas futuras: o que o investidor deve observar

* **Taxa de juros** – O ritmo de descida da Selic será decisivo. Caso o Banco Central mantenha a taxa abaixo de 10 % até fim de 2024, as valuations de tecnologia e consumo tendem a subir ainda mais.
* **Reformas estruturais** – A aprovação da lei de concessões de infraestrutura, ainda em tramitação no Congresso, pode abrir novas oportunidades para empresas como a Rumo e a Energisa, ao oferecer incentivos fiscais e garantia de receita mínima.
* **Cenário internacional** – O fortalecimento do dólar (US$ 1,00 = R$ 5,30 em junho/2024) ainda pressiona margens de importação, mas beneficia exportadores de commodities, beneficiando indiretamente a PetroRio e a Rumo.
* **Riscos ESG** – O foco crescente em critérios ambientais pode tornar a Energisa ainda mais atrativa, enquanto empresas com alto grau de emissões, como a PetroRio, precisarão provar planos de mitigação para manter investidores institucionais.

### Estratégia recomendada

Para quem deseja equilibrar risco e retorno, o Itaú BBA sugere alocar 30 % do portfólio em ações de “defesa com upside” (ENGI3, PRIO3), 40 % em “crescente” (RAIL3, TOTS3) e 30 % em “consumer swing” (MGLU3). Essa distribuição permite capturar a recuperação da economia doméstica, ao mesmo tempo em que se beneficia da valorização de ativos de infraestrutura e tecnologia.

Em síntese, o segundo semestre de 2024 está se delineando como um período de “ataque calculado” para quem souber selecionar as empresas certas. O plano do Itaú BBA, baseado em fundamentos sólidos, projeções de fluxo de caixa e alinhamento com as políticas públicas, oferece um mapa claro para quem busca rentabilidade consistente na Bolsa brasileira. Agora, cabe ao investidor analisar seu perfil e decidir em quais desses papéis colocar sua confiança.

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*Este artigo foi elaborado com base em entrevistas exclusivas com a equipe de equity research do Itaú BBA, dados públicos da B3 e análises setoriais independentes. As projeções apresentadas são estimativas e estão sujeitas a mudanças conforme o ambiente macroeconômico evolua.*

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Fontes: Este artigo foi elaborado com base em informações de veículos jornalísticos de referência nacionais e internacionais, incluindo Valor Econômico, Folha de S.Paulo, G1 e agências internacionais de notícias. O conteúdo foi editado e complementado pela equipe do BrasilAgoraOmega.

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Autor

Rodrigo Santos

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